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19 fevereiro, 2015

Garoto Encontra Garoto - David Levithan ǀ Resenha

Título Original: Boy meets Boy
Autor: David Levithan

Editora: Galera Record
Pág: 239

Classificação: 3 estrelas.
 
 





Sinopse: Quando Paul conhece Noah, ele acredita ter encontrado o cara dos seus sonhos. Até estragar tudo de forma espetacular possível. As chances de Paul conseguir reconquistar Noah, segundo o gerenciador de apostas da escola, é de 1 em 12, mas isso não o desestimula a tentar. Afinal, não se pode desistir do amor assim tão fácil.

Mas, antes de conseguir Noah de volta, Paul precisa vencer outros desafios: sua melhor amiga de todos os tempos, Joni, está namorando o cara mais acéfalo e babaca da escola. Seu outro melhor amigo, Tony, precisa lidar com os pais ultra religiosos e meio nazistas que desaprovam sua orientação sexual, e seu ex-namorado, Kyle, parece estar mais obcecado do que nunca em se intrometer entre Paul e Noah...

Resenha/Minha Opinião: 'Boy meets Boy' foi o primeiro livro escrito pelo autor David Levithan em 2003, o que foi uma surpresa para a minha pessoa já que o iniciar de uma carreira de um escritor não é nada fácil, principalmente com a temática que ele usou para o livro. O livro é meio clichê, os protagonistas se encontram de repente, se apaixonam, começam a namorar, ocorre um desentendimento, há um rompimento, e após uma série de acontecimentos eles acabam voltando a ficarem juntos, pronto, ufa!!! e FIM...
Hmmm, mais é aí que Levithan traz o diferencial para a estória, o casal de protagonistas é gay. E isso fez com que eu desse uma atenção a mais para o livro, são poucos autores que se arriscam a colocar personagens homossexuais em suas histórias e ainda mais darem uma importância para eles. Eu simplesmente adorei a escrita do autor, e criação dos personagens é perceptível que foi realizada de uma forma  muito carinhosa. PORÉM, o relacionamento do Paul e Noah não foi o que me conquistou no livro, para falar a verdade achei o casalzinho meio chato, sabe!?

Mais uma vez friso que autores que dão atenção a seus personagens secundários já fazem de sua obra algo magnífico,  e é nítido isso no livro. E eu também darei atenção a estes personagens aqui :D sem dúvida alguma para mim o melhor personagem eveeer do livro é o Tony. E fica evidente que é o personagem que traz a maior crítica no livro, a aceitação de sua orientação sexual por sua família, David Levithan trabalha muito bem este personagem e a cada capítulo que ele aparece torcemos que ele se dê bem. Mas, não é tão fácil assim. A situações que marcam o livro como um todo, situações essas que vemos no nosso dia a dia: preconceito, aceitação, amizade ( palmas para o autor, porque ele arrasou neste quesito) e principalmente amor, de suas várias formas. Seguindo a linha do personagem, Tony, por favor dêem visibilidade a mãe deste garoto. É incrível como ela lida por ele ser gay, e antes que vocês me cortem porque ela pode ser considerada uma vilã neste núcleo, ela é uma verdadeira personagem na vida real. É assim, é triste!!!

Algo também marcante no livro é o tom cômico, não tem como não rir, já é algo registrado do autor. E quando Infinite Darlene entra em cena, não tem como gostar dela e rir horrores. O Kyle, ex-namorado do Paul, arrasa na dramaticidade kkk , o que eu me surpreendi. E sim, eu torcia para que o Paul ficasse com ele.

Um ponto negativo no livro para mim foi o final, e até agora me pergunto se o autor vai fazer uma continuação do livro, pois ele deixou muitas pontas soltas. Há um leve grand finale que envolve os personagens, enfoque ao Paul e Noah. Mas e os outros???? Quero respostas senhor Levithan kkkkk....

 A edição do livro é muito fofa, e no final do livro tem um apêndice de um conto feito pelo autor, titulado: A quarteback e o líder de torcida. Recomendo a leitura: leve e super divertida :)

 

E aí bookaholics, já leram? O que vcs acharam?

Comentem GO GO...



 

14 fevereiro, 2015

Probabilidade Estatística do Amor a Primeira Vista - Jennifer E. Smith | Resenha.


Título Original: The Statistical Probability of Love at First Sight

Editora: Galera Record

Autora: Jennifer E. Smith

Páginas: 224

Classificação: 5 estrelas

 


Sinopse: Com uma certa atmosfera de Um dia, mas voltado para o público jovem adulto, A probabilidade estatística do amor à primeira vista é uma história romântica, capaz de conquistar fãs de todas as idades. Quem imaginaria que quatro minutos poderiam mudar a vida de alguém? Mas é exatamente o que acontece com Hadley. Presa no aeroporto em Nova York, esperando outro voo depois de perder o seu, ela conhece Oliver. Um britânico fofo, que se senta a seu lado na viagem para Londres. Enquanto conversam sobre tudo, eles provam que o tempo é, sim, muito, muito relativo. Passada em apenas 24 horas, a história de Oliver e Hadley mostra que o amor, diferentemente das bagagens, jamais se extravia.
 
Resenha: A narrativa começa no dia em que Hadley tem que embarcar para Londres, pois é lá que irá ocorrer o casamento do seu pai (sim, os pais da Hadley são separados. Mas a separação terminou de modo turbulento). Mas sabe aqueles dias em que parece que tudo dá errado ? Pois é, assim começa o dia da mesma. O vestido rasga, ela esquece de algumas coisas em casa, e com isso acaba se atrasando e perdendo o vôo; restando assim, a alternativa de pegar um vôo tarde e que pode custar até a sua presença no casamento. Em toda essa confusão, Hadley acaba conhecendo o Oliver. Um garoto de 18 anos que coincidentemente também vai para Londres e não parando por aí, acaba sentando ao lado dela durante todo o trajeto.
A estória conta com um pequeno mistério, pois enquanto Oliver sabe o que Hadley vai fazer em Londres, a mesma (e os leitores) por outro lado, não sabem o que Oliver vai fazer em Londres. A única coisa que sabemos é que tem haver com o pai dele. Durante toda a viagem, os dois conversam sobre a vida, sobre seus medos, anseios, expectativas, frustações, relacionamentos passados, e com isso acabam vendo que ambos tem coisas em comum, e com isso um grande sentimento começa a surgir entre eles.

Minha Opinião: É uma narrativa fluida, e que cativa o leitor a cada página. Uma das coisas mais interessantes no livro, é que a Jennifer tornou os personagens mais humanos. Nada de garota com uma beleza exorbitante, ou de um garoto de porte atlético, estilo popular. São pessoas normais, com problemas normais. Isso fez com que eu me entregasse mais para estória, e que ficasse muito envolvida. Pois, são alguns problemas pelos quais eu nunca passei, mas conheço muuuitas pessoas que passam por isso.
Outro ponto interessante, é que apesar do título, o livro tem o enfoque voltado não só para o relacionamento da Hadley com o Oliver, mas também pro relacionamento da Hadley com o pai. Por conta da separação, ela começou a sentir repulsa e raiva por ele. Mas isso nem sempre foi assim. Na estória, há flashbacks que mostram como era a relação da Hadley com o pai na infância. O que é genial, pois é ai que a gente vê os dois lados da moeda, e começa a perceber que o pai dela não é tão culpado, como é projetado durante todo o tempo em que o livro é narrado no presente.

É um livro fino, com uma estória leve, mas que por trás dessa “leveza”, traz assuntos pesados e de extrema importância como: família, destino, morte, arrependimento, segundas chances entre outros. É incrível gente. Faz a gente refletir sobre a vida, sobre o modo como tratamos as pessoas, e principalmente o modo como tratamos a nossa família. Hoje a gente está ao lado, amanhã, é sempre uma icógnita.
Enfim gente, é um livro que eu super recomendo e que já faz parte dos meus favoritos da vida.

E aí, já leram ? Se leram, o que acharam ? Comentem !

20 janeiro, 2015

Gregor, O Guerreiro Da Superfície - Suzanne Collins | Resenha.


Título original: Gregor The Overlander.

Autor(a): Suzanne Collins.

Editora: Galera Record.

Pág: 300.
 
Classificação: 5 estrelas.
 
 
 
 

Sinopse: Gregor tem 11 anos e uma vida complicada: tem duas irmãs mais novas, uma avó que vive em um mudo à parte, a mãe trabalha em dois empregos diferentes e o pai desapareceu há mais de dois anos. Mas tudo se complica ainda mais quando ele cai  em um duto de ventilação na lavanderia do prédio onde mora, e encontra um incrível universo desconhecido sob a cidade de Nova York. Todos no Subterrâneo parecem acreditar que Gregor é o guerreiro mítico de uma antiga profecia. Agora, apesar de seus protestos, o menino precisar liderar um estranho grupo de humanos e animais gigantes numa missão que pode salvar o Subterrâneo - além de ser a única saída para encontrar o pai.
 
Resenha/Minha Opinião: As minhas expectativas em relação a esse livro estavam à mil, antes mesmo de pega-lo em minhas mãos já sentia que a Suzanne iria me surpreender. Autora da saga The Hunger Games (Jogos Vorazes) nos envolve com uma estória rica em detalhes e também em aventura. Este é o primeiro livro de uma série de cinco, intitulado Crônicas do Subterrâneo. Foi o primeiro livro publicado pela autora e destinado principalmente ao público infanto-juvenil. Gregor, mesmo sendo tão jovem, 11 anos, passa por momentos difíceis em sua vida. Acaba se tornando o homem da casa, e com isso têm grandes responsabilidades. Cuidar de sua irmã caçula, Boots, é só uma das tarefas que ele se compromete com sua mãe.

 E a relação do Gregor com sua família é algo marcante durante o livro, Suzanne acerta em cheio em mostrar sentimentos como: amor, carinho, preocupação e solidariedade nestes personagens e em outros. Como mesmo a autora diz: o livro, acima de tudo, é uma história de uma família. Algo que me deixou mais entusiasmado durante o livro foi tentar descobrir a revelação dos segredos da Grande Profecia. A leitura é fluida, e quando você se depara já está nas últimas páginas do livro. Grandes surpresas marcam os últimos capítulos. E mesmo sendo um livro de uma série de outros, o livro fecha todos os pontos abertos que no inicio a autora mostra.
 
Os personagens secundários são criados de uma forma muito especial pela autora e de cara nos ligamos à eles. Quem já leu a trilogia Jogos Vorazes vai perceber algumas semelhanças a este livro, e ressalva-se que este foi escrito primeiro. Estas semelhanças é relação a forma como a autora nos apresenta o enredo. Assim como na trilogia THG, 'Gregor, O Guerreiro da Superfície' é divido em três partes, cada uma contendo 9 capítulos. Aconselho a vocês não se apegarem aos personagens pois como já conhecemos a Suzanne Collins adora tirá-los de cena (POSSÍVEL SPOILER, risos). Super recomendo o livro e foi ótimo começar o ano com esta leitura. Estou com muita vontade de ler os próximos...

 
E então, vocês já leram? Comentem, GO GO...
 



12 janeiro, 2015

Perdida - Carina Rissi | Resenha.


Autora: Carina Rissi

Editora: Verus

Páginas: 364

Classificação: 4 estrelas






Sinopse: Sofia vive em uma metrópole, está habituada com a modernidade e as facilidades que isto lhe proporciona. Ela é independente e tem pavor a menção da palavra casamento. Os únicos romances em sua vida são os que os livros lhe proporcionam. Mas tudo isso muda depois que ela se vê em uma complicada condição. Após comprar um novo aparelho celular, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século XIX, sem ter idéia de como ou se voltará. Ela é acolhida pela família Clarke, enquanto tenta desesperadamente encontrar um meio de voltar para casa. Com a ajuda de prestativo Ian, Sofia embarca numa procura as cegas e acaba encontrando algumas pistas que talvez possam levá-la de volta para casa. O que ela não sabia era que seu coração tinha outros planos...

Resenha: A história é narrada em primeira pessoa pela Sofia, uma mulher de 20 e poucos anos como qualquer outra normal: mora sozinha, tem um trabalho mediano, gosta de se divertir com os amigos e é uma apaixonada por tecnologia. Até ai nada demais. Certo dia, Sofia vai a uma festa, e sem querer deixa seu celular cair dentro do vaso sanitário, e com isso ela no dia seguinte vai a uma loja comprar um celular novo. Só que é ai que as coisas começam a ficarem confusas. Ao apertar um botão no aparelho, a mesma vai parar misteriosamente no século XIX, e lá se depara com uma realidade totalmente diferente da nossa: não há tecnologia avançada que temos atualmente, a liberdade e independência das mulheres praticamente não existe, entre outras coisas. Lá, Sofia acaba conhecendo Ian Clarke, um cara jovem, porém rico, que fica com pena da moça, e acaba hospedando-a em sua residência. De início o Ian acha que ela tem algum tipo de problema psicológico por falar que veio do futuro, mas com o tempo Sofia acaba convencendo-o, e este acaba ajudando ela a descobrir um modo de voltar para o século XXI.
 
Minha Opinião: Gente, que livro delicioso de se ler !! A narrativa é muito fluida e divertida. Logo de cara, a gente já consegue ter empatia pela Sofia. O jeito dela meio louco e atrapalhado me conquistou muito rapidamente *rolou o negócio da identificação aê kk*
Eu nunca tinha lido nenhum livro de viagem no tempo, só tinha assistido filmes do tipo De Repente 30 feelings, mas só. Foi uma experiência muito boa. Gostei muito do jeito como a Carina construiu isso ao longo do livro. O modo como ela escancara as diferenças de ideologias é incrível. O Ian também é muito cativante, o jeito galante e doce dele já faz com que a gente já sinta uma simpatia absurda.
É legal ver como os dois personagens são tão diferentes: a Sofia é louca, não vive para agradar os outros. Vive pra agradar a ela mesma e ser ela mesma. Não se importando nem um pingo as críticas alheias (uma personalidade que deriva da nossa sociedade atual). E o Ian, um cara educado, portador de bons modos, e que vive em uma sociedade na qual as aparências e as condições financeiras são as coisas mais importantes... Ou seja, atritos por conta das diferenças de doutrinas são bastante recorrentes durante toda história.
O romance dos dois é muito bem construído, mas dá uma aflição muito grande, já que a gente torce para que os dois fiquem juntos, mas ao mesmo tempo torce para que a Sofia consiga voltar para casa. É conflitante, gente !! Mas shippo muito eles dois. Fazem um casal lindo e cômico.
 
Outra coisa muito interessante é ver como funcionavam algumas coisas no século XIX, tipo: os banheiros, a hora do banho, as comidas servidas... A Carina teve toda a preocupação de fazer uma pesquisa histórica, para tornar tudo mais real e fazer com que os leitores tivessem a sensação de estar realmente no século retratado. Além de tudo isso, o livro traz muitas referências à Jane Austen uma vez que a Sofia é uma apaixonada por livros. Quando li o livro nunca tinha lido nada da Jane, mas assim que terminei de ler Perdida, comecei a sentir vontade de ler os livros dela. (e já comecei o meu “projeto Jane Austen" com o livro Razão e Sensibilidade).
 
Enfim gente, é um livro leve, divertido, fofo e muito delicioso pra se ler em um final de semana. Ah gente, e tem o segundo livro (Encontrada), que é a continuação desse livro. Eu ainda não li, mas o livro já ta na minha wishlist de 2015. Espero lê-lo em breve.

 E ai gente, o que vocês acharam do livro ?
 











08 dezembro, 2014

O Lado Bom da Vida - Matthew Quick | Resenha.

 

Título Original: The Silver Linings Playbook.
Autor: Matthew Quick.
Editora: Intrínseca.
Páginas: 256.
Classificação: 5 estrelas.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sinopse: Pat Peoples, um ex-professor na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele 'lugar ruim', Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um 'tempo separados'. Tentando recompor o quebra-cabeça de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com o pai se recusando a falar com ele, a esposa negando-se a aceitar revê-lo e os amigos evitando comentar o que aconteceu antes de sua internação, Pat, agora viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida.
 
Resenha: A estória é narrada em primeira pessoa pelo Pat Peoples, um cara que acaba de sair de uma instituição psiquiátrica, que não tem casa própria, nem emprego, é divorciado e volta a morar na casa dos pais. No livro vamos conhecer como funciona o mente de uma pessoa com problemas psicológicos e como este, vai tentar compreender ao longo da narrativa, os motivos que o levaram a estar no estado, no qual se encontra. Pat vai contar com a ajuda da família, dos pouquíssimos amigos, do psiquiatra e principalmente da Tiffany; uma garota igualmente com problemas, e que também tenta recomeçar a vida; claro, que a sua maneira. Dois personagens que a primeira vista paracem iguais, mas que no decorrer da leitura, mostram que tem personalidades totalmente diferentes. Tanto o Pat, quanto a Tiffany vão conquistando a empatia dos leitores de um modo único.
 
Minha Opinião: É um livro inovador, e altamente excêntrico. A leitura é corrida, e há “erros” na narrativa que, em minha opinião são totalmente propositais; já que a estória toda é narrada em primeira pessoa por um cara que tem problemas psicológicos. E claro que a narrativa iria conter estes erros, para que o leitor entendesse a complexidade do personagem e compreendesse também o mundo no qual ele está inserido (O modo que o Matthew fez isso foi genial !!!!). Mas não foi só isso que me encantou. Tirei muitas lições desse livro pra minha vida. Uma delas é que, não é porque uma pessoa tem problemas psicológicos, que ela pode ser taxada de “doida”. Esta pessoa também é um ser humano, também tem sentimentos. Pode se apaixonar, chorar, gritar, sorrir, como qualquer outra pessoa. Como qualquer um de nós. E creio é esta foi uma das lições que o autor sentiu vontade de passar para o leitor.
Outro ponto positivo sobre o livro, foi o modo como se deu o relacionamento da Tiffany e do Pat. De uma forma totalmente gradativa. Cada um tinha os seus problemas, cada um estava tentando lidar e superar estes problemas, portanto, eles foram unidos por esses problemas. Um buscou apoio no outro. Um ajudou o outro. E pra mim isso tornou o relacionamento deles tão concreto e coerente quanto qualquer relacionamento, de qualquer pessoa considerada “normal”. Porque não é isso o que todo mundo deseja quando está se relacionando com alguma pessoa ? Ter alguém com quem a gente possa contar ? Uma pessoa pra buscar apoio ? Alguém que possa estar do nosso lado tantos nos momentos bons, quanto nos momentos difíceis ?. Olha aí mais uma evidência de que eles são tão humanos quanto nós.
 
Claro que tudo não é um mar de rosas. Como os dois tem personalidades diferentes, há na estória alguns atritos entre os dois. Pat, um cara meio bobo, calmo e com um coração grande. E a Tiffany. Uma mulher um pouco insistente, divertida, mas com um coração igualmente bondoso. Achei uma sacada muito inteligente do Matthew, construir personagens com esses extremos, mas que no final almejavam a mesma coisa. Tinham o mesmo intuito.
 
Pra mim, foi uma leitura super agradável e cheia de lições. Se você ainda não leu o livro, recomendo que você vá de mente aberta, pra assim tentar entender a proposta da leitura, e as lições que o autor quer passar para o leitor. E se você leu, quero saber sua opinião sobre o livro ai nos comentários :)
 
 
 
 
 
 





05 dezembro, 2014

Eleanor & Park - Rainbow Rowell | Resenha.


Resenha: Eleanor & Park

Título: Eleanor & Park

Autora: Rainbow Rowell

Editora: Novo século

Páginas: 325

Classificação: 4 estrelas

 

Resumo: Eleanor & Park é engraçado, triste sarcástico, sincero e, acima de tudo geek. Os personagens que dão título ao livro são dois jovens vizinhos de 16 anos. Park, descendente de coreano e apaixonado por música e quadrinhos, não chega a ser exatamente popular, mas não consegue ser incomodado pelos colegas da escola. Eleanor, ruiva, sempre vestida com roupas estranhas e “grande” (ela pensa em si mesmo como gorda), é filha mais velha de uma problemática família.
Os dois se encontram no ônibus escolar todos os dias. Apesar de uma certa relutância no início, começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem a tiração de sarro dos amigos e a desaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem ao som de The Cure e Smiths.
Esta é uma história sobre primeiro amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar corações. Um amor que faz se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo tempo.
 
Este livro irá levá-lo de volta aos dias de frio na barriga, quando achava que todo o peso do amor e da paixão que sentia iria sufocar você, e quando apenas um segurar de mãos já era suficiente para fazê-lo andar nas nuvens.


Resenha: A narrativa começa com o primeiro dia de aula de Eleanor na escola nova. Mais precisamente no primeiro dia em que ela pegou o ônibus escolar logo pela manhã. Os alunos que estavam no ônibus começaram a tirar sarro dela, e não cederam espaço para que a mesma pudesse sentar. O único lugar que restou foi ao lado de Park, um garoto descendente de coreano que curte quadrinhos e bandas de rock. Claro, que o Park não gostou da nova companhia, além de não querer sentar perto dela por medo do Steve (valentão da escola) implicar com ele, o mesmo também a achou esquisita.
Por fim, Park passou a ignorá-la com o intuito de não dá espaço para uma eventual amizade. Enquanto Park está com seus fones de ouvido, entretido lendo os seus quadrinhos, Eleanor está lendo o gibi com ele pelo canto de olho. Quando Park que dá conta, começa a ler mais devagar para que Eleanor pudesse ler também, e com o passar do tempo, começou emprestar seus quadrinhos para que ela pudesse ler com mais calma em casa. Além dos gibis, os dois começaram a conversar sobre música. Bandas como The Cure, Smiths, U2, foram trilha sonora para esse início de amizade que rapidamente se transformou em amor.
Eleanor se apaixonou pelo invisível Park, Park se apaixonou pela esquisita Eleanor. Não é um conto de fadas. Relações familiares, bullying, a descoberta do primeiro amor, a inexperiência em um relacionamento, e outros fatores interferem para que tudo se torne difícil, intenso e doloroso.
Minha Opinião: A narrativa é fluida, conseguimos mergulhar na estória e se envolver com os personagens rapidamente. Tanto a Eleanor quanto o Park são muito bem construídos, cada um com sua personalidade, seu ponto de vista explicitada fortemente no decorrer na narrativa, o que faz com que role uma identificação e um carinho grande pelos dois. Os personagens secundários não ganham tanto destaque assim, mas são também muito bem construídos, ao ponto de os leitores conseguirem sentir empatia ou repulsa por alguns.
O mais legal, é que a autora conseguiu trazer para o livro temas como estupro e violência domestica para o livro. Temas que não são tratados com freqüência no mundo literário. Mas não vão pensando que tudo são flores, pois é nesse ponto que, na minha opinião, a autora peca. A Rainbow conseguiu fazer com que a vítima fosse taxada de culpada, ou seja, colocou na VÍTIMA, toda a culpa por está sofrendo tais agressões, ao ponto de eu mesma em certos momentos, culpar a vítima por tudo que ela e as outras pessoas estavam passando.
Quando uma mulher, homem, criança sofre agressões domésticas e demoram para denunciar, ou colocar um fim na situação, não é porque ela (e) gosta de sofrer. Uma série de fatores fazem com que a vítima se intimide de dá um basta na situação, seja por ameaça verbal, física, entre outros.
A mesma coisa acontece no livro, a personagem (não quero dá spoiler kkk) não consegue se livrar do agressor por diversos fatores, e no livro houve claramente uma inversão de papéis. Outra coisa no qual eu me decepcionei bastante foi com o final. A sinopse entrega logo de cara que vai acontecer alguma tragédia, mas não imaginava que essa tragédia fosse se dá de uma forma tão sem nexo. Eu esperei tanta coisa, supus tantas coisas, criei tantas teorias, mas a autora deu em tapa na minha cara, e colocou uma coisa totalmente cruel, e o pior de tudo: sem uma explicação convincente para o ocorrido.
Mas não é de todo o ruim, eu ri, chorei, torci e me diverti bastante lendo-o, e é o tipo de estória que eu indicaria fácil, pois o romance é muito doce, não tem aquele clichê de ”amor a primeira vista”, pelo contrário, se dá de uma forma gradativa, e além do mais, quebra com o estereótipo de menino popular se apaixona pela menina “loser”. Isso foi o que eu mais gostei. Tornou os personagens muito mais humanos e comuns. Enfim, é uma bela estória, que tem seus escorregões, mas que não deixa de ser emocionante e belo.
 
 
 


 

21 novembro, 2014

Vampiro Secreto - L. J. Smith | Resenha.


Título Original: Secret vampire

Adaptação: Mundo das sombras: Vampiro Secreto

Autor: L. J. Smith

Editora: Galera Record

Págs: 221
 
 
 
 
 
 
RESUMO:
Amar nunca foi tão assustador... ou proibido. Uma sociedade secreta formada por vampiros, lobisomens, bruxos e outras criaturas sobrenaturais está entre NÓS. Seu melhor amigo pode ser um deles, seu namorado também. Mas o Mundo das Sombras tem regras e elas são muito claras. Não há problema em caçar humanos ou brincar com seus sentimentos - é permitido até mesmo matá-los. Apenas duas coisas são proibidas:
1) Os humanos jamais devem saber da existência do Mundo das Sombras;
2) As criaturas da sociedade jamais devem se apaixonar por um humano.
Viole estas leis e as consequencias serão terríveis. Estas histórias contam o que acontecem quando as regras são quebradas...
 
RESENHA:
Poppy achava que o verão duraria para sempre. Até ser diagnosticada com câncer terminal. Não há tempo para tratamento, e aparentemente, nenhuma esperança. Até que seu melhor amigo, James, revela que pode evitar que este seja o destino dela. James oferece-lhe a vida eterna.
Com um único beijo ela vê o que há de mais obscuro na alma dele. Mas ela está preparada para segui-lo na morte... e além?
 
OPINIÃO:
Sabe aquele enredo que tem tudo para se tornar uma ótima história? Pois é, Vampiro Secreto, tinha tudo para se tornar um queridinho dos leitores.
 
Já sabemos que J.L.Smith mesma autora de Diários do Vampiro e de Círculo Secreto gosta de escrever histórias de seres sobrenaturais, em especial sobre VAMPIROS.  Algo que já me deixou com vontade de devorar este livro. Ela traça um perfil totalmente diferente dos vampiros de Vampire Diaries, em Vampiro Secreto conhecemos dois tipos: os Lâmias e os Vampiros feitos. Qual a diferença entre um e outro? Só lendo para saber... hehehe (sem spoilers).
 
O livro possui seus altos e seus baixos, o ponto positivo sem dúvida alguma vai pelo desenrolar dos sentimentos da protagonista Poppy durante a descoberta que ela está com câncer, pelo seu amor pelo seu melhor amigo, James, e também pela sua família. A história peca em não desenvolver a fantasia como muitos gostariam que fossem trabalhada. A últimas páginas que deveriam ser aquela agonia de esperar as surpresas entre o ''Grand Finale'' dos personagens acaba sendo tedioso. Os personagens secundários não possuem muito destaque, além do irmão da Poppy, Phillip. Que acaba sendo um personagem que ganha destaque nas últimas páginas.
 
A narrativa é bem fácil e de rápida leitura, e autora pode surpreender nos próximos livros. Talvez até construa mais a fantasia que tanto se espera. Confesso, que estou curioso em qual ser sobrenatural será tratado na continuação. Recomendo o livro para uma leitura no fim de semana. Algo rápido e mesmo com seus pesares, divertido.